Igreja de S. Julião (Igreja Matriz)

 Arquitectura religiosa, românico-gótica, maneirista, barroca, neogótica. O início da sua construção data do século XI.

 Arquitectura religiosa, românico-gótica, maneirista, barroca, neogótica. Elementos românico-góticos patentes na série de onze cachorros fitomórficos, zoomórficos e geométricos, no portal lateral em arco quebrado, nos dois vãos entaipados, em arco pleno, na fachada N., blocos com siglas de canteiros na fachada S.. Torre campanário com frontão semi-circular, portais das capelas laterais com pintura marmoreada, ladeados de pilastras e encimados por frontões interrompido e de aletas, Sacristia, Casa da Fábrica e Capela de Jesus, de estrutura maneirista. Retábulos de talha barroca na capela-mor, da primeira fase do Estilo Nacional, com as espirais das colunas pseudo-salomónicas a prolongarem-se nas arquivoltas unidas no sentido do raio e predominância da folha de acanto. Altares laterais de estilo Joanino com colunas salomónicas decoradas com grinaldas, sanefas e plumas. Frontaria revivalista neogótica com vãos em arco quebrado século XI.

Cronologia

1103 - Pedro Sernandes doa o Mosteiro de São Julião, fundado no séc. 11, à Sé de Coimbra e a igreja transforma-se na matriz paroquial; séc. 13 / 14 - a igreja é reconstruída; 1462 - D. Afonso V faz mercê do padroado a Fernão Cabral, confirmada aos seus descendentes em 1496, 1509, 1520 e 1529; 1517 - a igreja torna-se comenda da Ordem de Cristo; séc. 16, 2ª metade - fazem-se os arcos das capelas laterais; séc. 17 - construção do campanário e da cruz defronte; 1635 - António Vieira executa as pinturas do retábulo da capela-mor *2; 1668 - começam as obras de alteamento do corpo da igreja; 1669 - continuam as obras e Manuel Osório de Amaral manda pintar e dourar os retábulos colaterais; 1673 - a guarnição do retábulo da capela-mor está danificada; 1686 - o ouro do retábulo necessita de restauro; 1690 - obras de remodelação e nova benção da capela-mor; 1707 - o novo retábulo foi recusado e decide-se fazer outro; 1709 - contrato para execução do retábulo;

o forro da igreja ameaça ruir; faz-se o tecto apainelado e revestem-se as paredes laterais da capela-mor com talha; 1723 - o novo retábulo está concluído; nas paredes laterais colocaram-se as pinturas do primeiro retábulo; 1745 - o pavimento precisa de obras; 1747 - o corpo da igreja está degradado e todo escorado; 1750 - contrato com Manuel Dias de Araújo para novo retábulo para o altar de Santo António, segundo traça de Frei Francisco, residente em São Francisco de Orgens, obra arrematada por 65$000 réis; 1751 - escritura pública para construir nova igreja, o que não é concretizado e o dinheiro aplicado na reedificação; 1758, 9 Junho - nas Memnórias Paroquiais, assinadas por José Ribeiro de Mesquita, refere que a igreja era do padroado apesar da existÊncia de "humas armas que se acham esculpidas em pedra na capella mor da mesma Igreja mostra ser antigamente do Padroado da Caza de Belmonte";

a povoação tinha 509 vizinhos e a igreja tinha sete altares, o mor, com o Santíssimo Sacramento, Santo António, Menino Jesus, Senhora do Rosário, Santos Reis, Santo Cristo e Senhora da Graça; o vigário recebia 400$000 de côngrua; 1777, 18 Janeiro - o mestre António da Costa Faro arrendou por 825$000 a terça dos rendimentos da igreja; 1838 - a fachada principal e o coro-alto desmoronam; 1841 - início da reedificação da frontaria e parte da fachada S.; 1843 - várias obras de reconstrução: madeiramento e parede N. da capela-mor, caiação de paredes, consertos nos altares, na capela do Sacramento, no tecto da Sacristia, no altar-mor, pavimentos e telhados; Miguel Xavier Merciera retoca os quadros da Sacristia; pintura do arco triunfal; 1844 - obra do coro-alto e acessos; desaparecem seis altares laterais do séc. 18; António Lourenço faz a escadaria e muro do adro; 1857 - novo forro de pinho e consertos dos telhados;

1980 - aparece uma sepultura monolítica antropomórfica, a S. da igreja; 1982 - escavação de parte do adro, descobrindo-se a necrópole medieval com quarenta e quatro sepulturas, as quais foram novamente tapadas, deixando-se a descoberta três delas.


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